XXXVII. Pintando o observatório

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Este Domingo dei início ao trabalho de pintura do observatório. Pretendia usar uma cor clara de maneira a limitar a acumulação de calor durante o dia. É que a estrutura e revestimento metálicos do observatório, aliada à sua reduzida dimensão e falta de aberturas que permitam a circulação do ar, propenciam a acumulação térmica o que, especialmente durante os dias mais quentes do verão que se aproxima, torna o pequeno espaço num lugar muito pouco agradável para se estar por muito tempo. Claro que em 99% do tempo usarei o observatório durante a noite, quando está fresquinho, mas grandes amplitudes térmicas não fazem bem ao equipamento e aumentam o tempo de espera desde a abertura do tejadilho e o ínicio da observação.
Também queria uma cor que não chamasse muito a atenção. Uma cor discreta que se diluisse no tom das árvores e do chão. Acabei por optar por um creme claro. Tão claro que, depois de aplicado, parece branco sujo. Enfim, não é a cor mais bonita mas está dentro dos parâmetros que defini: cor clara e discreta.

Felizmente disponho de um compressor e pude pintar à pistola, o que facilita muito a tarefa. No entanto comprei 0.75dl de tinta que, segundo as instruções, chegariam para 10m2 mas não deram nem para 5m2. Apenas pintei 2 paredes. Faltam outras tantas e o telhado. Imagino que com a pistola se gaste mais tinta.

Agora preciso de tempo para pintar o restante e de “t€mpo” para comprar o resto da tinta.


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